Igualdade de Género no programa “Elvas + Solidária”

O caminho para a igualdade de género continua a ser percorrido de uma forma lenta, em toda a União Europeia, sendo a Suécia o país onde o índice de Igualdade de Género é maior, com 83,6 pontos, seguida pela Dinamarca com 77,5, de acordo com um estudo divulgado no ano passado e levado a cabo por um conjunto de investigadores do Instituto Europeu para a Igualdade de Género.

Portugal apresenta 59,9 pontos, estando entre os últimos da lista, juntamente com países como Grécia e Hungria.

É sobre este tema que se fala, esta semana, no programa “Elvas + Solidária”, com a psicóloga clínica Maria Calado Branco, que começa por explicar o significado de igualdade de género: “todos os seres humanos são livres de desenvolver as suas capacidades pessoais e de fazer opções, independentemente dos papéis sociais que lhes são atribuídos”. E mais: “que as necessidades e aspirações de homens e mulheres sejam igualmente valorizadas e consideradas”, acrescenta.

A psicóloga lembra que muitos objetivos têm vindo a ser alcançados, neste âmbito, mas que há ainda muito por fazer, recordando que só em 1968 uma mulher casada começou a poder atravessar a fronteira.

A diferença de salários, entre mulheres e homens, em Portugal, adianta ainda Maria Calado Branco, em 2015, ainda era de mais 150 euros por mês.

É sobretudo no tempo que as mulheres ocupam com as tarefas domésticas e a cuidar da família e na representação nos órgãos de poder que Portugal está pior classificado, comparativamente a outros países da União Europeia.

Por outro lado, há uma maior igualdade no que diz respeito à saúde, ao trabalho e aos recursos financeiros.