GNR esclarece festa com 50 pessoas em Alter do Chão

Na sequência de notícias publicadas nos últimos dias sobre uma alegada festa, sem regras, com a participação de cerca de 50 pessoas, em Alter do Chão, o Comando da GNR, através de uma nota de imprensa, vem esclarecer aquilo que tem sido dito pela Comunicação Social.

“No passado dia 23 de dezembro, na sequência de várias denúncias por ruído de vizinhança recebidas no Posto Territorial de Alter do Chão, no distrito de Portalegre, a GNR fez deslocar uma patrulha ao local, no sentido de fazer cessar o ruído. Face à denúncia e dada a impossibilidade da patrulha em fazer cessar a infração bem como perante a resistência manifestada, houve a necessidade de mobilizar diversas patrulhas dos Postos limítrofes para o local, por forma a fazer cessar o ruído, objeto de denúncia”, pode ler-se no comunicado.

Foi identificado um homem e elaborado um auto de notícia para o tribunal Judicial de Portalegre. Foi ainda elaborado um auto de contraordenação por ruído de vizinhança, faz saber a GNR.

“A partir do dia 24 de dezembro, o patrulhamento naquela zona foi reforçado de forma regular pelo Destacamento de Intervenção do Comando Territorial de Portalegre, não existindo desde essa data qualquer registo de outros incidentes ou ocorrências”, acrescenta a GNR no mesmo comunicado.

“Importará relevar que o Decreto n.º 11-A/2020, de 21 de dezembro, aprovou as disposições aplicáveis no período de natal, não existindo restrições à circulação entre concelhos, não existindo também o dever geral de recolhimento neste período”, recorda aquela força de segurança.

“Nada indica que tenha existido qualquer cerimónia de casamento como tem vindo a ser noticiado, mas sim uma festa de natal que tradicionalmente os habitantes daquele bairro celebram.  As celebrações em causa ocorreram nas suas residências e respetivos anexos, incluindo uma tenda que se encontrava montada junto a uma moradia. O bairro em causa fica situado em local isolado, distanciando cerca de 200 metros, em linha reta, da zona residencial mais próxima”, é esclarecido ainda.

A GNR explica ainda que “não foi relatado nem constatado pelas patrulhas qualquer ajuntamento de indivíduos na via pública na vila de Alter do Chão;

Na atuação da Guarda “não foi considerado necessário o reforço de meios de níveis de intervenção superiores. Na sequência da mobilização de outras patrulhas, bem como do recurso ao Destacamento de Intervenção, não se verificaram o registo de outros incidentes, nesse dia e nos dias subsequentes”.

O Comando da Guarda, através do seu dispositivo territorial, “continuará, nesta e em todas as situações, a acompanhar e a fiscalizar o cumprimento das normas em vigor, garantindo uma intervenção firme, oportuna, adequada e sempre de acordo como princípio da proporcionalidade”.