Dois anos depois da queda da EM255, fase de instrução avança

Foi no dia 19 de novembro de 2018, às 15.45 horas, que a tragédia, tantas vezes anunciada, aconteceu. Um troço da Estrada Municipal (EM) 255, entre Borba e Vila Viçosa, ruiu e com ele perderam-se cinco vidas, dois funcionários das pedreiras e três pessoas que circulavam de automóvel.

Dois anos depois, o cenário continua a ser impressionante. A tão conhecida “estrada de paralelos” continua a servir apenas os trabalhadores das poucas pedreiras que ainda se encontram em funcionamento. Quem segue no sentido Vila Viçosa – Borba encontra, alguns metros antes do buraco que se abriu há dois anos, grades a impedir a circulação e a alertar para o risco de derrocada. No sentido contrário, a situação repete-se.

Hoje em dia, os automobilistas são obrigados a circular pela variante da Estrada Nacional (EN) 255, construída em 2003. Esta foi uma alternativa encontrada, muitos anos antes da derrocada, mas raramente utilizada.

Os 19 familiares e herdeiros das vítimas mortais da derrocada receberam do Estado, sete meses depois do acidente, um montante global de 1.626.706 euros

Quanto a responsáveis, são oito os arguidos deste processo que vai entrar em fase instrução, no dia 3 de dezembro, no edifício do Parque do Alentejo de Ciência e Tecnologia (PACT), em Évora.

O MP, requerendo o julgamento por tribunal coletivo, imputa aos oito arguidos “a prática de vários crimes de homicídio e de violação de regras de segurança”.