Aluno de ensino especial com falta de acompanhamento desde outubro

Chegou à redação da Rádio ELVAS a queixa da mãe de um aluno de 9º ano, de ensino especial, do ciclo de Santa Luzia pelo facto de considerar que existe falta de acompanhamento por parte do estabelecimento de ensino, ao seu filho, no que às aulas à distância diz respeito.

Paula Santos afirma que desde outubro, altura em que foi notificado um caso covid-19 neste estabelecimento de ensino, que o seu filho está em casa, uma vez que é considerado “pessoa de risco, com vários problemas de saúde”. A partir deste momento esta mãe teve que entregar os atestados médicos, e a respetiva declaração médica, altura em que lhe foi transmitido que “a diretora de turma iria entrar em contacto para repor as aulas”, algo que demorou algum tempo. Posto isto, Paula voltou a entrar em contacto com a escola, e foi-lhe transmitido que “a situação estava a ser resolvida e o programa não estava operacional, e deixei andar a situação, no entanto quando tive que entregar um segundo atestado médico falei com a diretora de turma que me disse que a situação estava muito atrasada”. Neste sentido, este aluno, desde essa altura que não tem tido qualquer tipo de acompanhamento ao nível do ensino.

Depois de insistir junto da escola para que a situação se resolvesse, a diretora de turma solicitou aos professores para que enviassem material de estudo ao seu filho, no entanto apenas três professores enviaram matéria: “a professora de ciências, o professor de história e de português, e mais ninguém”. “Eu desesperei”, diz Paula, que “foi quando entrei em contacto com vocês, porque isto não se tolera, desde o início de outubro que o meu filho está em casa sem ter uma única aula”.

A Rádio ELVAS contactou a Diretora do Agrupamento de Escolas nº2 de Elvas, Brígida Gonçalves que afirmou que a situação estaria já a ser resolvida, para que de aluno pudesse assistir às aulas online.

Esta mãe explicou que efetivamente depois do nosso contacto com a instituição de ensino, recebeu um “telefonema da diretora de turma que iria enviar links, que estava tudo tratado e que uma professora iria marcar uma hora amanhã, para começar a trabalhar com o seu filho, para que na segunda-feira pudesse começar a ter aulas, uma vez que já tinham microfones na sala de aula”, para que tal fosse possível. Paula espera que a situação agora se resolva, senão como afirma vai ter que “tomar outras medidas”.

No entanto coloca-se agora outro problema, que é o facto de ainda ninguém ter explicado como a mesma funciona. Paula diz que “o meu filho não percebe nada da plataforma, o professor de TIC ainda não explicou nada, ainda ninguém entrou em contacto para explicar como funciona a mesma, mandaram links e palavras-chave, mas mais nada”.

Esta mãe aguarda para perceber se realmente na segunda-feira a plataforma estará operacional, e sente-se revoltada com o acumular de situações e falta de apoio por parte da escola. “Vamos esperar, porque o filho tem exames de português e matemática, é de ensino especial e não tem apoio nenhum, estou revoltada com a situação, porque se não sou eu a mexer-me, ninguém me da resposta para nada”.

A indignação da mãe de um aluno, de ensino especial, do ciclo de Santa de Luzia, em Elvas, que desde outubro que aguardava para poder assistir às aulas online, e acompanhar a matéria lecionada até então. Algo, que ao que tudo indica poderá acontecer já a partir de segunda-feira.