Vila Viçosa descontente com ausência de dados no boletim epidemiológico

O município de Vila Viçosa divulgou hoje na sua página de Facebook, o boletim epidemiológico do concelho. No entanto, nos espaços destinados aos casos Covid, apenas consta a indicação DND legendada com a informação “Dados não disponíveis desde 13/11/2020”.

Contactado pela Rádio ELVAS, o vice-presidente do município de Vila Viçosa, Luís Nascimento, afirma que, “no passado dia 11, foi manifestado o descontentamento, em reunião de Câmara, pelo facto de as autoridades de saúde não divulgarem os dados relativos à situação epidemiológica no concelho, até porque nós, eleitos do município, bem como munícipes queremos estar informados e queremos saber o que se passa no concelho, para eventualmente tomar medidas”. Depois de enviada esta informação, foi recebida uma informação dos dados a dia 12, “onde já vinham reportados os casos de recuperação, uma vez que sabíamos que já havia estes dados, mas não nos eram reportados”.

E desde essa data as autoridades de saúde apenas comunicam que “os dados do concelho não estão disponíveis”, algo que para Luís Nascimento “é bastante desagradável, até porque a DGS publica o boletim por concelhos, onde Vila Viçosa é dos concelhos com maior índice de contágio, no Alentejo Central, e nós não sabemos de nada, não temos essa informação na nossa posse”.

Perante o facto de os munícipes constantemente questionarem o município pelo boletim diário que dá conta do número de casos covid no concelho de Vila Viçosa, o município decidiu publicar o boletim com a ausência dos dados, uma vez que os mesmos não são fornecidos.

A resposta por parte das autoridades da saúde é que “não dispõem destes dados” portanto este boletim agora divulgado assume-se como “um manifesto de descontentamento por parte do município, e também como uma informação à população de que não temos informação para dar”.

Também no que diz respeito à recolha e transporte de resíduos urbanos, por parte do município, esta situação assume-se como problemática, uma vez que “não sabemos quem está ou não infetado para fazer uma recolha mais criteriosa e cuidada, com todas as regras de segurança”. “Sabemos quem são muitas vezes por informação da junta de freguesia ou por solicitação da própria pessoa, através da linha de apoio criada pelo município”.

De recordar que os últimos dados conhecidos davam conta, no dia 13, de 135 casos positivos, 82 ativos, 46 recuperados e sete óbitos.