Rondão Almeida quer mais apoio ao arrendamento e requalificação do centro histórico

O vereador da oposição no Município de Elvas,  Rondão Almeida, numa conferência de Imprensa realizada na manhã desta quarta-feira, 28 de outubro, começou por referir “Portugal está a viver uma crise muito grande a nível económico e ao nível da saúde, mas Elvas para além desses problemas tem outros dois: um relacionado com a requalificação do centro histórico e outro com os encargos que as famílias têm com a habitação”.

O vereador da oposição, relativamente ao centro histórico da cidade, diz que o problema “começa pelos prédios degradados, a falta de estacionamento e a falta de segurança”. Depois, no que diz respeito aos encargos com a habitação, refere que “a classe média é hoje a classe empobrecida e que “está nas mãos do poder local poder vir a atenuar estes dois grandes problemas”.

Para o primeiro problema, relacionado com a requalificação do centro histórico, Rondão Almeida diz “deve ser feita a recuperação do parque predial do centro histórico, da zona habitacional do Caia e de todos prédios degradados na ex-colónia de Vila Fernando e, por outro lado, construir novos e dar apoio aos arrendamentos”.

O Movimento Cívico Independente por Elvas pretende mostrar “que é possível fazer no futuro” o que foi referido anteriormente e “lamentar o que não foi feito nos últimos dois ou três anos”.

Rondão Almeida faz referência a um programa aprovado em 2018 para a revitalização de tudo o que são casas degradadas, “para o qual foi orçamentado, para dois anos, 166 milhões de euros” e, dirigindo-se aos autarcas do país questiona “porque razão até abril de 2020 apenas foi gasto o montante de 13 milhões, o que corresponde a 8%”, considerando “este o primeiro erro do poder local, que pensa mais no caderno eleitoral do que o exercido das funções”.

“Neste momento, algumas Câmaras já abriram os olhos para o novo desafio, uma vez que Portugal vai receber uma bazuca de recursos financeiros, que uma parte é destinada a reabilitação de casas nos centros históricos e que estão à disposição do poder local para atuar nesta crise que há na reabilitação de casas degradas e casas que são necessárias e apoio ao arrendamento”.

O vereador da oposição realça “a estratégia seguida pela Câmara de Évora que já tem acordos acionados que representam mais de 200 milhões de euros para injetar nestes objetivos e é tempo de Câmara Municipal e Elvas seguir estes passos, uma vez que já se perderam três anos”.

“É tempo de dizer a Câmara de Elvas que não deve continuar a gastar o seu dinheiro nas responsabilidades do poder central, sendo que não foi o melhor exemplo nos últimos anos, ao investir cerca de dez milhões de euros em obras que são da responsabilidade do poder central e podia ter virado a sua antena para estes investimentos”.