Movimento Ibérico Antinuclear no “Ambiente em FM”

O Movimento Ibérico Antinuclear (MIA) em Portugal, que elegeu, recentemente, uma nova comissão organizadora, considera a intenção do Governo espanhol de manter em funcionamento a central nuclear de Almaraz “inaceitável”.

De acordo com José Janela (na foto), da Quercus, que integra esta nova comissão, ao que tudo indica a central nuclear de Almaraz deverá continuar a funcionar, até 2028, lembrando que um acidente num dos reatores “constitui um perigo sem precedentes”, tanto para Espanha, como para toda a bacia do Tejo, em Portugal, com “incidência extrema nas regiões transfronteiriças”.

José Janela revela ainda, na edição desta semana do “Ambiente em FM”, que o Movimento Ibérico Antinuclear solicitou já uma reunião com o Ministério do Ambiente, uma vez que o Governo se tem mostrado totalmente passivo em relação a esta situação, que tem “implicações profundas no território português”.

A nova comissão do MIA em Portugal é constituída por António Minhoto (AZU – Associação Ambiental em Zonas Uraníferas), José Janela (Quercus), José Maia (AZU e proTEJO), Ana Silva (Ecocartaxo e proTEJO), José Lousa (Ecocartaxo), Carla Graça (Associação Zero) e Romão Ramos (como ambientalista).