Capitão João Lourenço e as ações de sensibilização de combate ao Bullying

O Dia Mundial de Combate ao Bullying assinala-se a 20 de outubro, uma data que pretende ser um alerta internacional para o problema do bullying com que muitos jovens vivem.

Para nos falar sobre este assunto e as ações de sensibilização que têm sido desenvolvidas pela GNR junto dos jovens, nomeadamente através da Escola Segura, o Capitão João Lourenço, comandante do Destacamento Territorial da Guarda Nacional Republicana de Elvas esteve esta tarde sexta-feira, dia 16, em entrevista na Rádio ELVAS.

O comandante destacou o facto deste ser um aspeto que a GNR tem em conta através da Secção de Prevenção Criminal e Policiamento Comunitário, ou seja a Escola Segura da GNR, e “um dos grandes objetivos com o início do ano letivo é sensibilizar os mais jovens para esta problemática e também para o cyberbullying que cada vez mais surge, associado  utilização das redes sociais, sendo esta também uma grande preocupação`”. O cyberbulling acaba por “ser mais preocupante porque se desenvolve durante 24 horas, mesmo em casa os jovens não têm o seu refúgio, daí a nossa maior dedicação a esta questão”, afirma o Capitão João Lourenço..

A GNR desenvolve ações em meio escolar e em contacto com os alunos, no atual contexto de pandemia têm apostado mais “na tentativa de divulgar conselhos e medidas para prevenir a prática destes comportamentos através das plataformas digitais”. As ações têm como objetivo sensibilizar não só a vítima de bullying e aqueles que assistem, mas também o agressor.

O Capitão pede atenção aos professores, colegas mas também aos pais, para a mudança de comportamento dos seus filhos, que podem estar a ser vítimas deste tipo de violência, e refere alguns sinais, como “medo, ansiedade, falta de paciência,  o facto de estarem alheias ao contexto familiar, zangadas, entre outras.

Para terminar, o Capitão João Lourenço deixou ainda um conselho às crianças, no sentido de que “a liberdade de uns termina onde começa a dos outros, e não devem pensar que são impunes, porque existem ferramentas no combate a este tipo de violência, e as crianças têm que ter consciência disso”, e outra palavra aos pais “que têm um papel fundamental nesta prevenção, estando atentos aos seus filhos, para que atempadamente previnam esta situação, quer a nível dos agressores ou das vítimas”.