Ceia da Silva quer modernização da CCDR Alentejo

É já na próxima terça-feira, 13 de outubro, que decorrem as eleições para a presidência da Comissão de Coordenação da Região do Alentejo (CCDRA). O candidato Ceia da Silva, através de uma nota de imprensa, enviada à redação desta estação emissora, explica que “é preciso modernizar a CCDR e prepará-la para os desafios da internacionalização”, falando numa “nova CCDR Alentejo com os olhos no futuro”.

“É bom que se perceba que as CCDR vão mudar, tendo em conta as novas competências que receberão no curto prazo, o pacote financeiro da Coesão 21-27, as verbas do mecanismo de recuperação e resiliência e a legitimidade reforçada do seu Presidente, saído desta eleição”, defende Ceia da Silva.

A coordenação regional das políticas e uma gestão mais abrangente dos Fundos da União Europeia “obrigam a mudanças na forma de trabalhar da CCDR e na sua organização. Só assim será possível uma alteração estrutural dos indicadores de desenvolvimento”, pode ler-se ainda na nota de imprensa.

A nota de impensa, na íntegra, para ler abaixo:

“É bom que se perceba que as CCDR vão mudar, tendo em conta as novas competências que receberão no curto prazo, o pacote financeiro da Coesão 21-27, as verbas do mecanismo de recuperação e resiliência e a legitimidade reforçada do seu Presidente, saído desta eleição. É Ceia da Silva quem o diz. “Quem não o perceber, não está à altura do desempenho do cargo”, avisa.

Ceia da Silva defende que a coordenação regional das politicas e uma gestão mais abrangente dos Fundos da União Europeia obrigam a mudanças na forma de trabalhar da CCDR e na sua organização. Só assim será possível uma alteração estrutural dos indicadores de desenvolvimento.

Até quando seremos uma região de Convergência? Estamos satisfeitos com isso?, questiona Ceia da Silva.

Por isso o candidato fala de uma “nova CCDR Alentejo com os olhos no futuro”.

É preciso modernizar a CCDR e prepará-la para os desafios da internacionalização.

Há situações que para Ceia da Silva são inexplicáveis.

“Como é possível que o sítio da CCDR Alentejo na Internet não esteja disponível em Inglês, ou mesmo em Espanhol, quando todos os dias falamos em cooperação transfronteiriça?”, interroga-se o atual Presidente da entidade regional de turismo.

Ceia da Silva é ainda bastante enfático quando diz não querer territórios esquecidos na Região.

“Defenderei junto do Primeiro-Ministro , das várias tutelas e da própria Comissão Europeia, todos os projectos necessários ao desenvolvimento da Região, os maiores e os mais pequenos é aliás o que tenho feito no Turismo”, refere o candidato.

A liderança dos grandes projectos estruturais junto do Governo é uma luta da qual não abdicará.

De acordo com o candidato, caberá ao novo Presidente da CCDR Alentejo assumir a liderança política dos dossiês fundamentais para a Regão, nas áreas da Saúde, Acessibilidades, Transportes, Dinamização Económica, nas Artes e Cultura, no Ambiente, trabalhando diretamente com o Primeiro-Ministro, com as várias tutelas e com a própria Comissão Europeia, no sentido de garantir um antecipado planeamento e a sua efectiva execução.

Ceia da Silva apresenta uma primeira versão dos projectos estratégicos para a Região:

“Falo do Hospital Central do Alentejo, a construir em Évora, mas também da melhoria do serviço nas infraestruturas existentes, em Portalegre, Beja e Santiago do Cacém; no domínio das acessibilidades, da ligação da A23 à A6 – fundamental para o desenvolvimento do Alto Alentejo – da eletrificação e modernização da ferrovia no Baixo Alentejo, da construção da autoestrada até à sua capital e, numa segunda fase, à fronteira de Ficalho, investimento fulcral que irá ligar três pontos nevrálgicos, Sines-Beja e o aeroporto – Espanha; da dinamização comercial, precisamente, desta infraestrutura aeroportuária e da ligação ferroviária Sines-Caia, que, e bem, este Governo colocou finalmente em marcha e, claro, da extensão e ampliação dos investimentos do Porto de Sines, que dependem em larga medida da finalização daquela.”

Para o candidato com mais de 30 anos de experiência de gestão pública, os desafios não se ficam por aqui.

A sua atenção estender-se-á a todas as regiões, por isso colocará igual empenho na resolução do problema das acessibilidades ao Litoral, nomeadamente no que se refere a Odemira e Sines -aqui com a ligação da A26 à A2  – e nos acessos a Barrancos e Mértola, entre outros.

Ceia da Silva refere ainda o apoio à dinamização do cluster aeronáutico de Ponte de Sor e à construção da Barragem do Pisão.

“Acredito, igualmente, na candidatura de Évora a Capital Europeia da Cultura em 2027, como iniciativa estratégica para todo o Alentejo, aliás os intervenientes mais diretos do processo conhecem bem o papel que desempenhei quando foi necessário agregar vontades e avançar com a planificação inicial do projecto”, confidencia o candidato.

“Terei mais capacidade de intervenção política para lutar pelos grandes objectivos da Região, de que o outro candidato, penso que ninguém terá duvidas sobreisso”, acrescenta Ceia da Silva.

Quanto à questão da tão proclamada independência, que a outra candidatura insistentemente fala, Ceia da Silva é claro: “a independência não é ser ou não ser de um partido”, mas sim da forma como se exercem os lugares”.

“Basta olhar para o meu percurso no Turismo, fala por mim”, conclui.

Ceia da Silva deixa-nos ainda a sua visão para a CCDR Alentejo:

  • Mais ativa e com redobrada capacidade de intervenção política;
  • Empenhada na condução de um novo modelo de governação participativa, que valorize o papel dos autarcas, mas também o da sociedade civil;
  • Imaginativa e inteligente que reforce a sua ligação à Academia (Universidad e Politectibos) e que não abdique da sua função de planeamento e de prospetiva;
  • Focada na internacionalização da economia e na promoção de projetos estruturais e mobilizadores;
  • Ambiciosa em galgar lugares no ranking europeu das regiões inovadoras, fazendo disso uma prioridade clara no discurso regional e mobilizando os atores certos para o efeito;
  • Voluntariosa, ajudando efectivamente os Municípios e Juntas de Freguesia a resolver os problemas concretos que a Região apresenta, desenvolvendo agendas próprias em áreas como a demografia e migrações, habitação, ambiente, sustentabilidade e gestão da água.

UMA NOVA CCDR ALENTEJO COM OS OLHOS NO FUTURO

ANTÓNIO CEIA DA SILVA”