Confiança dos consumidores diminui no segundo trimestre

Segundo o estudo “The Conference Board Global Consumer Confidence Survey”, em colaboração com a Nielsen, o grau de confiança registado entre os consumidores portugueses apresenta uma quebra de 31 pontos, no segundo trimestre deste ano, em comparação com período homólogo, ficando assim abaixo da média europeia.

Portugal, no segundo trimestre obteve o valor de 63 pontos, o que revela uma quebra acentuada face aos trimestres anteriores e caindo dos 90 pontos atingidos ao longo do último ano. Apesar da tendência de quebra deste indicador entre os países mais próximos, em Portugal esta diminuição é especialmente notória.

A Economia e a Saúde surgem neste trimestre como as principais preocupações para 47% e 46% dos portugueses, respetivamente. O valor alcançado para o fator Saúde atinge neste período uma marca histórica, evidenciando o efeito e os novos receios associados à pandemia covid-19.

Relativamente ao emprego, o equilíbrio entre trabalho e vida pessoal, que ocupava a 2ª posição no trimestre anterior, não alcança agora o pódio das preocupações dos portugueses.

Com 84% dos portugueses a afirmar que o seu país se encontra em recessão económica, um certo pessimismo encontra-se refletido nas perspetivas de emprego para os próximos 12 meses, já que mais de 80% dos inquiridos afirmam esperar tempos difíceis no que diz respeito a esta situação e cerca de 70% não anteveem perspetivas positivas para as suas finanças pessoais.

Também 77% dos consumidores portugueses afirmaram terem alterado no último ano os seus gastos para economizar nas despesas domésticas, sendo as principais medidas de poupança em roupa (54%), entretenimento fora de casa (54%), gás e eletricidade (43%), uso do automóvel (40%), pedido de refeições take-away (39%) e férias anuais (37%).

Quanto aos bens de grande consumo apresentam neste segundo trimestre do ano uma forte tendência de crescimento (+8,2%), tal como já tinha acontecido no primeiro trimestre (+14%). Portugal posiciona-se assim no 14º lugar entre os 21 países analisados no estudo.