Ano letivo arranca no Instituto Politécnico de Portalegre

As aulas no Instituto Politécnico de Portalegre têm início hoje, dia 6 de outubro, para os alunos do 2º e 3º anos, e para o primeiro ano da Escola Superior de Educação e da Escola Superior de Saúde.

Já a Escola Superior Agrária de Elvas os alunos do primeiro ano começam as aulas a 19 de outubro.

Tendo em conta a pandemia de Covid-19, este ano letivo foi preparado com todas as normas de higiene e segurança. Albano Silva, presidente do Instituto Politécnico de Portalegre explica que o principal objetivo é “reduzir ao máximo a pressão de alunos dentro das escolas, e ter o ensino presencial como base neste ano letivo”, tentando que os alunos de manhã não estejam à tarde, e que as turmas permaneçam nas mesmas salas, para “evitar a higienização constante”. Na ESAE, vão tentar que o curso de equinicultura “esteja independente no museu militar, para não sobrecarregar a escola”.

Outra das medidas implementadas passa por “equipar as salas de aula com câmaras de vídeo e altifalantes para que, nas turmas maiores, metade dos alunos esteja nas salas e outra em casa, e todos participem na aula da mesma forma, sendo que essas turmas funcionam em espelho”.

Uso de máscara será obrigatório, assim como a higienização das mãos e dos espaços.

Albano Silva tem “esperança que resulte” e consiga “levar o ensino presencial até ao fim”. No Campus principal estão a desenvolver esplanadas para que os alunos comam fora e não sobrecarreguem bar ou cantina, vão ainda monitorizar a saúde dos alunos, e perceber se há alterações, e sempre que necessário serão feitos testes serológicos. “Iniciaremos este ano letivo com a certeza de que é um risco, que é calculado, e que este ensino pode trazer também inovação tecnológica e pedagógica”.

O presidente do Instituto Politécnico de Portalegre acrescenta ainda que a instituição, para preparar o ano letivo, com a aquisição de equipamento digital e informático, e de EPI “está a fazer um grande investimento a vários níveis, do qual não estavam à espera, e espera que o ministério abra um programa financeiro de forma a que a instituição seja ressarcida desse valor, que ronda os 500 mil euros, algo que causa uma grande mossa no orçamento”.

Albano Silva deixa ainda uma mensagem aos alunos dizendo: “venham com vontade e com entusiasmo e pensem que vamos ter um semestre completamente diferente, não haverá provavelmente semana do caloiro, nem festas de alunos, não vamos ter praxes de certeza, mas vamos ter esperança que no segundo semestre venham a melhorar as condições”.