BE de Portalegre contesta transportes públicos da região

A Comissão Coordenadora Distrital de Portalegre do Bloco de Esquerda reclama melhores de condições, ao nível, sobretudo, da rede de autocarros, no Alentejo, considerando que a falta de opções para a mobilidade das pessoas piorou nesta altura de pandemia.

O partido considera que a rede isola esta região do litoral do país e lembra que, em muitos casos, não permite que se viaje de manhã e se regresse à noite. Os horários, considera o BE, “são uma verdadeira aberração”, pelo que é imperativo que “as populações e as suas autarquias exijam outro tipo de serviços”.

Por outro lado, e como revela o coordenador da comissão distrital do Bloco de Esquerda, Higino Maroto, é com bons olhos que se vê a CP anunciar que o serviço de comboios intercidades vai ser alargado até Elvas.

“A intenção, esperamos que se transforme em realidade de a CP alargar o serviço de comboios intercidades até Elvas é uma excelente notícia, que serve toda a população do norte do distrito, contribuindo para uma melhoria significativa da mobilidade das populações. É inaceitável o serviço estar a ser feito numa velha automotora do “princípio do século passado”, que demora uma eternidade a chegar do Entroncamento a Elvas”, revela o partido, em comunicado enviado à redação desta estação emissora. No entanto, alerta o BE, ainda não se sabe “se Elvas vai ter ou não uma estação”.

A Comissão Coordenadora Distrital de Portalegre do Bloco de Esquerda assegura ainda que “a conservação e melhoria das vias rodoviárias deve ser uma constante das autarquias e das estradas de Portugal, de forma a evitar acidentes graves”.

O partido chama ainda a atenção para o problema da estrada 373, que liga Elvas a Campo Maior, que continua sem ser resolvido, e a existência de um buraco junto à curva das hortas do Cabaço, no cruzamento para o Retiro, que “põe em risco os automobilistas, podendo originar acidentes graves”.