BE quer mais ajudas para problemas agravados com crise pandémica

A Comissão Política Distrital de Portalegre do Bloco de Esquerda (BE) vem chamar a atenção para o facto de o distrito enfrentar as duras consequências da pandemia Covid-19, com o agravamento da situação de desemprego, empobrecimento e exclusão social, para as quais o Governo e os municípios devem olhar com preocupação e urgência.

Os empregadores, garante o coordenador distrital do partido, Higino Maroto, começam a despedir, por falta de encomendas ou, em casos como o hotel Vila Galé de Elvas, que ao encerrar durante vários meses, vai atirar com mais gente para o desemprego.

O partido lembra ainda “a precariedade no emprego onde os trabalhadores entram e saem consecutivamente dos seus postos de trabalhos, com salários muito baixos; o aumento constante do desemprego a par de uma população envelhecida com baixas reformas; e o fecho de muitos pequenos negócios”.

Higino Maroto lembra também que Portalegre é dos distritos mais envelhecidos do país e que, com a questão do desemprego, muitas famílias deixam de ter as condições necessárias para tratar, da melhor forma, os seus idosos. “Exige-se medidas urgentes por parte da tutela no sentido do reforço de pessoal técnico e auxiliar. A saúde, o bem-estar e o apoio à velhice não são um negócio, mas sim um direito dos cidadãos”, lembra o partido em comunicado enviado à redação desta estação emissora.

A nível da saúde, a comissão distrital do Bloco de Esquerda assegura que tudo tem sido centrado no combate à Covid-19, com todas os tratamentos a outras doenças a ficarem esquecidos. “As mortes por Covid-19 são uma ínfima parte das mortes que se registam, todos os dias, nas outras áreas”, garante.

“O combate à pandemia relegou para segundo plano a prestação de cuidados de saúde a todas as todas as outras doenças, continuamente são desmarcados exames médicos, intervenções cirúrgicas e consultas. Isto apesar de todo o esforço e dedicação dos profissionais de saúde do Serviço Nacional de Saúde, que foi consecutivamente descapitalizado, sofreu uma sangria profunda de pessoal e meios”, adianta a comissão. Nesse sentido, acrescenta, “é preciso reforçar com verbas, para garantir mais meios técnicos e humanos os hospitais e centros de saúde públicos”.

O BE, perante estes problemas, quer uma ajuda maior por parte dos municípios às populações, aos desempregados e trabalhadores e empresários de setores como a restauração, através do “não aumento do preço da água, exigência de redução do preço da electricidade, apoio ao pagamento de rendas de casas a quem necessitar, ajudar no pagamento de medicamentos, transporte dos necessitados para fazerem exames e consultas em outras localidades”.