Aulas agora “são misto de emoções mas escola é dos alunos”

O ano letivo 2020/2021 tem início já esta quinta-feira, dia 17, em todos os estabelecimentos de ensino público do país.

Muitas foram as adaptações necessárias para que este regresso presencial dos alunos nas escolas, possa decorrer de forma segura e com todas as medidas necessárias de prevenção da Covid-19.

No Agrupamento de escolas de Campo Maior e segundo Jaime Carmona, diretor da Agrupamento, este “é um enorme desafio que tem vindo a ser preparado de forma gradual e de forma adequada, para esta arranque, e tendo em conta as normas definidas pelo ministério da educação e da Direção-Geral da Saúde”. Carmona afirma que “estamos a precaver-nos da melhor maneira e pensamos que vamos dar a resposta adequada”.

Jaime Carmona enumera algumas das alterações, nomeadamente “os horários de entrada que são desfasados, no primeiro ciclo, no 5º e 6º anos entram mais cedo e na secundária os horários também são desfasado, o que irá fazer com que as turmas não se encontrem”. Os intervalos são de 15 minutos e os restantes de cinco minutos que “servem para os professores mudarem de sala de aula e os alunos se dirigirem, por exemplo à casa de banho”.

Também a higienização e o uso obrigatório de máscara a partir dos 10 anos, que são fornecidas pelo agrupamento, serão acautelados. Em relação ao bar da escola “a oferta será reduzida para evitar aglomerados e para além disso é pedido aos pais, sempre que possível, que enviam o lanche para os seus filhos”.

Quanto ao refeitório o mesmo também sofreu alterações, “na escola secundária a média é de 40 refeições, e o refeitório foi adaptado a 24 pessoas de cada vez com mesa individualizada, no Centro Escolas Comendador Rui Nabeiro, como há uma maior utilização, o desfasamento de horários é crucial para acautelar as refeições, que contará com percursos distintos de entrada e saída no refeitório”.

Jaime Carmona afirma que este regresso “é um misto e emoções e é com alegria que vê os alunos regressarem às aulas presenciais, porque a escola é deles, sem alunos não existe escola”, lembrando “o sentido de responsabilidade que este regresso impõe”.