Arruada em Campo Maior na noite da tradicional enramação

Ontem teria sido a noite da tradicional enramação, em Campo Maior, para que hoje, 29 de agosto, tivessem início as tão desejadas Festas do Povo. Uma vez que, devido à pandemia, o evento não se pode realizar, um grupo de campomaiorenses não deixou passar a data em branco, saindo às ruas para cantar as tradicionais saias.

Esta seria “a noite mais esperada” pelos campomaiorenses, garante Carminda Carripo, uma das responsáveis por esta arruada. “Era até de manhã, para depois sairmos em arruada, com as castanholas e as pandeireitas”, adianta. Foi precisamente para recordar esses momentos, que levaram a cabo, ontem à noite, esta iniciativa.

A arruada teve início na taberna “O Ministro”, onde o grupo teve oportunidade de aconchegar o estômago, antes de sair pelas ruas da vila a cantar e a tocar, revela Emília Cachola, outra das participantes e responsáveis pela iniciativa. “Vamos cantar, que é aquilo que a gente gosta, e temos já as castanholas e as pandeiretas preparadas”, contava, antes do grupo começar a sua atuação.

Já Ana Reis, outra das responsáveis por esta arruada, lembra que este é sempre um dia muito importante para os campomaiorenses, garantindo que estavam todos prontos para realizar, este ano, as Festas do Povo. Garante ainda que as Festas do Povo “são únicas”, lembrando que estas só acontecem de quatro em quatro anos, tendo em conta as despesas associadas a elas.

Também António João Cordeiro, que quis fazer parte desta pequena festa, explica que a arruada serve, sobretudo, para mostrar que “ninguém esquece as Festas do Povo”.

As Festas do Povo, que só acontecem quando os campomaiorenses assim o entendem, teriam início hoje, depois de uma longa noite de enramação. Devido à pandemia, as mesmas, ao que tudo indica, serão realizadas no próximo ano, altura em que serão votadas a Património Imaterial da Humanidade.