
Durante este tempo de pandemia, o trabalho feito com crianças e jovens, sempre tendo em vista o combate ao abandono e insucesso escolar, conheceu várias alterações e adaptações. “Tivemos de adaptar a nossa forma de atuar, tendo em conta as necessidades diretas e imediatas, que nos eram manifestadas no terreno”, revela a coordenadora do projeto, Catarina Caetano.
“De repente foi tudo para casa e direcionámo-nos muito para o apoio às crianças e aos jovens, a nível de escola, a nível de concretização das atividades, porque tratava-se de um público que, muitas vezes, não tinha acesso a tudo o que era computador, internet, muitas vezes nem televisão, telemóvel, o que fosse”, adianta.
“O Monte Dentro colocou-se no terreno para dar o apoio necessários para garantir que essas crianças e esses jovens conseguissem concluir o ano letivo”, acrescenta, adiantando que “correu muito bem”.
A pensar no próximo ano letivo, os responsáveis pelo projeto vão procurar manter-se no terreno ativamente, sendo que, por esta altura, tentem ainda estruturar as atividades até final do ano.
O Escolhas, em que se insere o projeto “Monte Dentro”, é um programa governamental de âmbito nacional, criado em 2001, promovido pela Presidência do Conselho de Ministros e integrado no Alto Comissariado Para as Migrações, com a missão central de promover a inclusão social de crianças e jovens de contextos socioeconómicos vulneráveis, visando a igualdade de oportunidades e o reforço da coesão social.

















