Município do Crato quer recuperar posse do Castelo

“Um Castelo no Crato, do mito à utopia” é o título da exposição temporária patente no Museu Municipal do Crato até 20 de setembro. A mostra procura transportar os seus visitantes numa viagem descobrir novas perspetivas de abordagem sobre as origens do castelo, as motivações da sua construção e a forma como, uma vez arruinado, se transformou na construção utópica que hoje está à vista de todos.

O evento inaugurativo contou com um número reduzido de convidados por motivos sanitários, que foram recebidos pelo diretor do Museu Municipal do Crato, Jorge Rodrigues, que, na sua introdução, referiu que o objetivo “desta exposição é aproximar habitantes do concelho do Crato ao seu castelo, ajudando-os a compreender melhor a sua história e como chegou à situação em que está neste momento, sem intenção de criticar ou julgar ninguém, mas sim engrandecer e dignificar a sua condição de monumento nacional”.

Joaquim Diogo, presidente da Câmara Municipal do Crato, sublinhou a forma como a sua equipa durante o mandato que lidera “tem assumido aquilo que ninguém quis assumir no passado”, referindo-se à posse do castelo. O Castelo do Crato encontra-se ao abandono e em avançado estado de degradação. Joaquim Diogo afirmou que o “castelo tem de voltar à posse do município ou do Estado”, de forma a devolver o património do concelho aos cratenses.

Ana Paula Amendoeira, diretora Regional da Cultura do Alentejo, esteve presente na abertura da exposição, reafirmou a importância da devolução do Castelo à gestão pública do Crato, disponibilizou-se para auxiliar o município na recuperação da Castelo e destacou que só com “trabalho, investigação e conhecimento este projeto poderá ver luz novamente”.