Casa Bravinho: sem clientes espanhóis, mantém empregados em layoff

Os pequenos empresários, com os seus negócios no centro histórico de Elvas, sentem que o cenário, ao nível do comércio local, pouco mudou após a reabertura de fronteiras.

Se antes da pandemia, eram os clientes espanhóis que animavam a economia local e sustentavam, em grande parte, os estabelecimentos comerciais elvenses, ao nível dos atoalhados e souvenirs, por exemplo, a situação que se vive, atualmente, não é animadora.

Apenas na primeira semana de julho, revela Teresa Largueiras, da Casa Bravinho, se notou a afluência de espanhóis àquela loja de atoalhadas, que, antes da pandemia, representavam 80 por cento dos clientes habituais.

“Na primeira semana viu-se movimento, mas depois começou a piorar. Nota-se que as pessoas evitam, ao máximo, vir e quem vem, vem logo direto ao comércio que já conhece e retira-se logo. Não há aquele movimento, nem nas ruas, nem com crianças, nem coisa nenhuma”, explica.

Teresa Largueiras adianta que o negócio continua a ressentir-se desta crise pandémica. “Nós ainda temos alguns empregados em layoff”, confessa.

Apesar de se sentir a falta dos clientes espanhóis, a empresário confessa que os portugueses têm feito mais compras no comércio local, que aquilo que era habitual. “Tem-nos valido isso, porque aderiram um bocadinho, porque antes nem vinham ao nosso comércio”, remata Teresa.