Pinto de Sá condena corte do apoio do Governo ao Cendrev

Foto: Município de Évora

A companhia de teatro Cendrev, em Évora, foi uma das que, embora tenha tido a sua candidatura elegível no último concurso de apoio às artes, não beneficiaram do mesmo, porque o dinheiro disponível só permitiu financiar parte dos projetos apresentados.

Como consequência, os trabalhadores do Cendrev viram-se obrigados a recorrer ao fundo de desemprego e a própria companhia fica em risco de insolvência.

“É absolutamente inaceitável, incompreensível e condenável a redução de verbas de oito por cento para o Alentejo, quando todas as outras regiões aumentaram as verbas que tinham para estes concursos”, assegura o presidente da Câmara Municipal de Évora, Carlos Pinto de Sá. O autarca explica ainda que o “mais bizarro” é que o Cendrev concorreu e “atingiu a pontuação para receber apoio”. “Curiosamente, apesar de ter havido esta decisão, vem-se dizer que não há dinheiro para apoiar o Cendrev”, acrescenta.

O caso foi exposto à ministra da Cultura, sendo que, explica Carlos Pinto de Sá, a mesma “mostrou-se sensível”, garantindo que a situação seria tratada até março ou abril. Contudo, e com a pandemia, adianta o autarca de Évora, nada foi feito nesse sentido, servindo a situação que se vive no país “como desculpa para que não se chegue a uma solução”, para que “companhias históricas como o Cendrev possam ter o apoio que merecem”.

Carlos Pinto de Sá garante ainda que o Governo vai acabar por “matar” o Cendrev, com 45 anos de existência, e outras companhias, uma vez que não irão sobreviver sem os apoios do Ministério da Cultura.