Fátima Pinto: aquisição de EPI pelas escolas traz problemas aos agrupamentos

O ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, anunciou recentemente que máscaras e outros equipamentos de proteção individual (EPI) seriam distribuídos às escolas, para que estejam mais bem preparadas para o regresso às aulas.

No entanto, através informação enviada às escolas, o Ministério da Educação fez saber que as mesmas vão ter um reforço orçamental, e terão que ser os agrupamentos a adquirir este material de proteção individual, ao contrário do que tinha sido anunciado pelo ministro.

Fátima Pinto, diretora do Agrupamento de Escolas nº 3 de Elvas, explica que “o facto de serem as escolas a adquirir este material causa um grande problema ao agrupamento: por um lado, o facto de estarmos em período de verão e, por outro, de estarmos localizados no interior do país, onde há menos empresas”. Fátima Pinto afirma que não sabe se vão ter “capacidade de fazer a requisição e compra deste material para todos”.

“O reforço orçamental ainda não chegou mas vai chegar e vamos ver como conseguimos fazer o contrato com a empresa para que, no dia 1 de setembro tenhamos todo o material para toda a comunidade escolar, material esse, que já não é fornecido mas sim adquirido”, diz a diretora.

Fátima Pinto adianta que existiu já uma conversa entre os agrupamentos e a autarquia, no sentido de se fazer um contrato conjunto um só fornecedor, para terem o equipamento disponível, e de forma a agilizar o processo.