Colegas do infetado por Covid-19 foram testados em Fronteira

Na manhã desta sexta-feira dia, 24, foram testados, pela Unidade Local de Saúde do Norte Alentejano (ULSNA), todos os trabalhadores rurais alojados temporariamente na propriedade onde se encontra o colega diagnosticado com Covid-19. O diagnóstico positivo foi conhecido menos de 24 horas antes e era respeitante a um trabalhador alojado temporariamente numa propriedade rural na freguesia de São Saturnino, concelho de Fronteira, que presta trabalho sazonal numa exploração agrícola fora do município fronteirense.

Os trabalhadores rurais encontram-se sujeitos a vigilância ativa durante o período de 14 dias, em isolamento na referida propriedade, independentemente do resultado dos testes. Foram instaladas, na propriedade, estruturas temporárias de alojamento, com o objetivo aumentar o distanciamento social entre os trabalhadores rurais numa primeira fase e, no caso de serem diagnosticados mais casos, amplificar as condições de isolamento das pessoas com diagnóstico positivo.

Foi ainda realizada uma ação de desinfeção de todo o espaço e articulado um sistema de aprovisionamento de bens essenciais aos trabalhadores. A título preventivo, foram realizados outros testes de diagnóstico. Nenhuma das pessoas sujeitas a estes testes adicionais se encontra sob vigilância ativa, pelo que esta ação tem apenas um caráter preventivo permitindo fazer uma despistagem mais ampla.

Na mesma linha, foram realizadas diversas ações de desinfeção de espaços públicos e privados. Aguardam-se os resultados dos testes de diagnóstico realizados, mas a Câmara Municipal de Fronteira aconselha a população a estar “vigilante, no cumprimento de todas as normas de proteção e prevenção”.

Todas estas ações foram levadas a cabo num período inferior a 24 horas desde a notificação do diagnóstico positivo, com grande envolvimento e articulação entre o Município de Fronteira, Junta de Freguesia de São Saturnino, ULSNA, Bombeiros Voluntários de Fronteira, Guarda Nacional Republicana, entidades responsáveis pelo alojamento e os próprios trabalhadores, que “apresentaram sempre uma postura cooperante no desenvolvimento do processo”, de acordo com a autarquia.

Conforme diversas vezes foi repetido pelo Município de Fronteira, “este é um inimigo invisível que tem que ser combatido com prevenção, testagem, rastreamento e isolamento. Até ao aparecimento da vacina, este é o único caminho possível”, assegura.