Moradora na Boa-Fé exige resposta sobre espaço “em risco de queda”

Uma mulher, residente no Bairro da Boa-Fé, acusa a Câmara Municipal de Elvas de ter deixado “ao abandono” o logradouro que está junto à sua moradia, comprada há cerca de ano e meio.

À conta deste logradouro, segundo Maria Huertas, a proprietária da moradia em questão, sempre que chove, tem de mudar os eletrodomésticos de sítio, as paredes “ficam cheias de humidade” e, com o passar o tempo, cada vez mais fendas se abrem nas paredes de sua casa. Maria explica que, quando comprou a habitação, achou que a mesma “apenas precisava de uma pintura” e que o logradouro lhe pertencia a si.

Ano e meio passado, Maria revela que viu a autarquia “fazer obras na zona e a pintar os logradouros dos vizinhos”, sendo que o mesmo não aconteceu com o seu. Quando perguntou nos serviços municipais sobre a possibilidade de colocar uma espécie de alpendre, no logradouro, para evitar a entrada de água em casa, terão lhe dito que não.

A queixosa adianta que, quando chove, “a água passa do logradouro, através das fendas”, para a sua garagem e para a própria habitação, sendo que “o chão continua a abater”. A indignação maior de Maria surge quando se apercebe que não pode fazer qualquer obra no logradouro, uma vez que o mesmo é propriedade, não sua, mas do município.

Maria explica ainda que quando o presidente da Junta de Freguesia de Caia, São Pedro e Alcáçova, João Rondão, soube da situação, foi ao local e terá estabelecido contactos, para que a situação fosse, resolvida, o mais rápido possível, assegurando que, a mesma é um perigo, sobretudo tendo em conta os idosos que, por aquela zona, circulam todos os dias. A queixosa garante ainda que, com o chão a abater, mais dia menos dia, o lougradouro pode mesmo desabar.

Entrámos em contacto com João Rondão, presidente da Junta de Freguesia de Caia, São Pedro e Alcáçova, que, efetivamente, garante que “não tinha noção” que o logradouro em questão “era propriedade do município”, adiantando que espera ver a situação resolvida com alguma brevidade.

Após os contactos de João Rondão, adianta Maria Huertas, vários funcionários da Câmara de Elvas compareceram junto à habitação, para verificar o estado do logradouro. Maria lamenta ainda que, aquando da visita dos fiscais do município, ninguém lhe tenha explicado quando seria possível ver a situação resolvida.

Entretanto, e depois de ter feito chegar a sua queixa à Câmara de Elvas, por escrito, acompanhada de imagens (as mesmas que acompanham esta notícia), Maria recebeu uma mensagem, na passada quarta-feira, 22 de julho, por parte do município, dando conta que a situação está a ser tratada.

Entrámos em contacto com a Câmara Municipal de Elvas, sendo que, aquilo que nos foi dito é que esta é “uma situação que está a ser avaliada”, pelo que a queixosa “terá que aguardar por uma decisão final”, quanto à possível reabilitação do logradouro. Foi-nos dito ainda que Maria Huertas entrou em contacto com o município, para expor a situação, há relativamente pouco tempo.

A notícia completa, com as declarações de Maria Huertas, para ouvir: