CDS-PP quer “garantir segurança dos portugueses” em Almaraz

A distrital de Portalegre do CDS-PP emitiu um comunicado onde se mostra preocupada com “os recentes acidentes na Central Nuclear de Almaraz, confirmados pelo Conselho de Segurança Nuclear (CSN) de Espanha e tendo em conta que a infraestrutura terminou o seu período normal e seguro de funcionamento em 2010, aumenta a necessidade de garantir a segurança dos portugueses, nomeadamente dos habitantes dos distritos mais próximos, como é o caso de Portalegre, Castelo Branco e Santarém.

O CDS-PP não deixará de se ouvir contra esta perpetuação de um risco para a saúde pública, que demora em conhecer medidas concretas por parte da tutela.

O deputado centrista João Gonçalves Pereira garantiu que irá questionar sobre esta situação, quer com o ministro do Ambiente quer com o primeiro-ministro. Também o eurodeputado Nuno Melo se dirigiu à Comissão Europeia, abordando o alargamento do prazo de vida da Central Nuclear até 2028, pretendido pela CSN de Espanha, e exigindo comprovativo do cumprimento dos requisitos de segurança das diretivas da UE para as questões de segurança de instalações nucleares.

O incumprimento constante, por parte do governo espanhol, do protocolo para a troca de informação sobre avaliações ambientais de planos e projetos com efeitos transfronteiriços, já foi reconhecido pelo governo português. O Estado português, por seu lado, mostrou sempre disponibilidade para discutir este assunto pelas vias diplomáticas e com a intermediação da Comissão Europeia.

O CDS-PP no Distrito de Portalegre acrescenta ainda que é imperativo não só que a Comissão Europeia avalie a Central Nuclear de Almaraz sem esquecer Portugal e os portugueses, mas também que o Governo português exija a participação na resolução desta situação de perigo iminente que atravessamos. Não nos conformarmos com a interpretaçãodo atual ministro do ambiente, João Pedro Matos Fernandes, que, em 2017, quando precisamente se começava a discutir este prolongamento da atividade da central, se referia a Almaraz como um assunto que só dizia respeito ao governo espanhol e aos proprietários privados.

Almaraz é um assunto transfronteiriço e Portugal não pode caminhar a reboque das decisões espanholas, tem de ser assumida verdadeiramente uma estratégia que valorize mais as populações e o ambiente ea segurança de todos, à qual não se deverá sobrepor interesses económicos, estatais ou privados.

Já foram, entretanto, por iniciativa do CDS-PP, apresentadas moções, nos mais variados órgãos autárquicos do distrito, para poderem ser votadas e enviadas ao parlamento, ministérios e governo”.