Surto de Reguengos com repercussões na hotelaria do Alentejo

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Muitas zonas do Alentejo têm tido, neste início de verão, taxas de ocupação hoteleiras elevadas para a fase que se vive, sendo que a retoma do turismo tem sido possível, sobretudo, graças ao mercado interno.

António Ceia da Silva, presidente da Entidade Regional de Turismo do Alentejo e Ribatejo, lembra, contudo, que não se poderá entrar em comparações com o ano passado, até porque as unidades hoteleiras viram a sua lotação máxima reduzida, devido aos planos de contingência exigidos pelas autoridades de saúde.

Para além disso, assegura ainda, o surto em Reguengos de Monsaraz veio prejudicar em parte, e sobretudo na área de Évora, as taxas de ocupação registadas por esta altura.

“As unidades de alojamento não podem ter a mesma ocupação que tinham e este surto em Reguengos afetou muito, nomeadamente a cidade de Évora. Apesar de tudo, conseguimos recuperar, dentro do possível. Conseguimos ter muitas zonas do Alentejo com excelentes taxas de ocupação, mas nunca será nada comparável, porque estamos a viver uma situação de pandemia e não temos mercados internacionais”, comenta Ceia da Silva.

Ceia da Silva assegura ainda que o turismo tem sido a área mais afetada pela pandemia, não se sabendo ainda a resposta do mercado espanhol, após a abertura de fronteiras.

No final do mês de maio, a Confederação do Turismo de Portugal apresentou ao Governo um Plano de Retoma do Turismo Português, que tinha em vista mitigar as consequências negativas da pandemia no setor.

O plano apresentava 99 propostas, com medidas transversais a todas as áreas do turismo e outras destinadas a ramos específicos, como a restauração e a aviação.