JP defende encerramento da Central Nuclear de Almaraz

As distritais da Juventude Popular (JP) de Portalegre e Castelo Branco emitiram um comunicado onde se mostram “preocupadas com a saúde e bem-estar dos portugueses, principalmente com os habitantes dos seus distritos, que se encontram numa primeira linha de risco em caso de acidente”, devido à continuidade do funcionamento da Central Nuclear de Almaraz.

“Assim, defendendo o imediato encerramento da Central de Almaraz e frisando a incapacidade na actual gestão da situação, quer por Espanha quer pelo Governo português, que demonstra um absoluto desinteresse pelo perigo que a população enfrenta, foi solicitado ao Grupo Parlamentar do CDS que questione o Ministério do Ambiente sobre a sua posição quanto ao encerramento da Central Nuclear de Almaraz.

Face ao pedido endereçado pelas estruturas de Castelo Branco e Portalegre, o deputado centrista João Gonçalves Pereira manifestou o seu apoio, informando que irá endereçar as propostas e questões quer ao Ministro do Ambiente quer ao Primeiro-Ministro.

Também o Eurodeputado Nuno Melo, questionou a Comissão Europeia sobre o alargamento do prazo de vida da Central Nuclear até 2028, pretendido pela CSN de Espanha, e sobre o cumprimento dos requisitos de segurança das diretivas da UE para as questões de segurança de instalações nucleares.

As Distritais da Juventude Popular de Castelo Branco e Portalegre estão ao lado dos Portugueses, exigindo que o Governo português pressione ativamente o Governo espanhol na próxima Cimeira Ibérica para que encerre a Central Nuclear de Almaraz, assumindo verdadeiramente uma estratégia que coloque as populações e o ambiente em primeiro plano”.

De recordar que “a Central Nuclear de Almaraz tem sofrido sucessivos acidentes, confirmados pelo Conselho de Segurança Nuclear de Espanha (CSN), tendo sido registado no mês passado, a 22 e 28, dois eventos de risco, com paragens automáticas do reator como consequência de disparos da turbina originados como forma de proteção do alternador principal. Acresce ainda que a Central, refrigerada pelo rio Tejo, terminou o seu período normal e seguro de funcionamento em 2010”.