João Paulo Borrega: “fronteiras reabriram cedo demais”

O setor da restauração, sobretudo na zona raiana, viu-se bastante afetado com o encerramento das fronteiras.

Na Taberna “O Ministro”, em Campo Maior, o proprietário João Paulo Borrega explica que, “dos espanhóis ainda não se notou afluência nenhuma, tenho alguns clientes mais ousados, mais novos que já vieram, os mais velhos ainda não, o que se nota depois da reabertura das fronteiras é a falta dos portugueses, as pessoas estavam com sede de ir para Espanha”.

João Paulo considera que a reabertura das fronteiras “foi feita muito cedo”, e “prejudicial no sentido em que os portugueses começaram a consumir no país vizinho, porque como vão abastecer o seu carro ou comprar gás acabam por consumir nos restaurantes do outro lado da fronteira”.

No entanto, João Paulo Borrega afirma que a falta de espanhóis “não prejudicou” o seu negócio, “esta é uma casa pequena com um conceito diferente e temos trabalhado bem, mas porque os clientes locais nunca deixaram de consumir” neste estabelecimento. O proprietário da Taberna “O Ministro” diz que o seu “nível de clientes é muito bom, que em que 90% dos clientes são locais, e temos que lhes agradecer a sua presença”.

João Paulo Borrega termina afirmando que “não nota baixa de clientes, na ausência de espanhóis, mas se vierem é uma mais valia, mas não é por aí que o meu negócio melhora ou piora”.