Fronteiras “não são elemento de contágio”, defende alcaide de Badajoz

As fronteiras entre Portugal e Espanha foram reabertas há duas semanas, sendo que, por esta altura, para se entrar em Badajoz, é obrigatório o uso da máscara, independentemente da distância social de segurança, para evitar a transmissão descontrolada da Covid-19.

A presença de portugueses na cidade pacense, desde então, tem sido notória, de acordo com o alcaide de Badajoz, Francisco Fragoso. “Estou convencido que a presença de portugueses em Badajoz é idêntica à de espanhóis em Elvas”, comenta.

O autarca considera ainda que não havia justificação para se manter as fronteiras fechadas, uma vez que “não são um elemento especial de contágio”, para além do seu encerramento ser “um inconveniente para o desenvolvimento” destes territórios.

“As sete eurocidades que compõem a raia hispano-portuguesa reivindicaram, em final de maio, que não havia razões para manter as fronteiras fechadas (…). Tê-las encerradas era uma forma de gerar faltas de oportunidade de desenvolvimento e emprego”, alega ainda Fragoso.

A utilização de máscaras em Badajoz, para os maiores de seis anos, é obrigatória, entre outros, em parques, piscinas, locais de trabalho, festas e esplanadas. As multas, para quem não cumprir, vão até aos seis mil euros.