CAP contra aumento da importação de tomate marroquino

A Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP) veio a público manifestar-se contra o aumento da importação de tomate marroquino.

No âmbito do Acordo com a União Europeia, “há uma determinada quantidade de tomate que Marrocos pode entregar à União Europeia, usufruindo de benefícios fiscais. No entanto, o máximo permitido, de 285 mil toneladas de tomate, está a ser ultrapassado”, de acordo com José Eduardo Gonçalves, vice-presidente da Confederação dos Agricultores de Portugal.

O vice-presidente da Confederação alerta para o facto de estar a entrar em Portugal “tomate de forma ilegal”.

Apesar do limite ser de 285 mil toneladas, estabelecido em 2014 no Acordo com a União Europeia, os agricultores salientam que “as importações de tomate marroquino têm aumentado nos últimos anos prevendo-se que, nesta campanha, Marrocos exporte mais de 500 mil toneladas para a União Europeia.”

O Grupo de Contacto Franco-Espanhol-Italiano-Português “Tomate” decidiu endereçar à Comissão Europeia uma carta, subscrita por um conjunto alargado de organizações agrícolas pertencentes a estes quatro Estado-membros, no caso português a CAP e a FNOP, com o objetivo de alterar o método de cálculo utilizado para calcular o valor das importações de tomate de Marrocos, utilizando para tal apenas os preços relativos aos “tomates redondos” e especificar, normalizar e auditar a forma de pagamento e de cálculo do preço dos produtos marroquinos na UE, a fim de que os preços do valor forfetário de importação comunicados pelos Estados-membros reflictam com exactidão a realidade dos mercados da União Europeia.”