Sangue de doentes recuperados pode ajudar infetados Covid

Foto: DGS

Alguns hospitais do país estão, desde maio, a fazer a colheita de plasma de sangue de doentes recuperados da COVID-19.

Os doentes curados da infeção, provocada pelo novo coronavírus, podem inscrever-se como potenciais dadores “e dessa forma transmitir anticorpos a quem esteja a combater a doença”, conforme nos referiu o médico Diego Cruz, responsável pelo serviço de sangue do Hospital de Elvas.

“Quando é feita uma recolha de sangue, esse material é dividido em várias partes e uma delas é o plasma. Quando uma pessoa sofre uma infeção, o seu organismo cria defesas frente a essa infeção, algo que acontece também com a Covid-19. A verdade é que é precisamente no plasma que se encontram os anticorpos. Quando uma pessoa recebe o plasma de alguém que recuperou da infeção, pode estar também a receber essas defesas”.

O médico adiantou ainda que “é um processo mais apurado e que está a ser praticado em algumas unidades hospitalares de Lisboa”.

Os critérios para a participação em ensaios clínicos com plasma convalescente são coordenados pelo Instituto Português do Sangue e da Transplantação (IPST), e envolvem a Direção-Geral da Saúde (DGS), o Infarmed, o Instituto Nacional Dr. Ricardo Jorge e o Instituto de Medicina Molecular de Lisboa.