Fronteira reaberta “não é perigo adicional”, diz Mocinha

O Presidente da República português, Marcelo Rebelo de Sousa, e o rei espanhol, Filipe VI, vão estar juntos hoje, 1 de julho, na reabertura das fronteiras entre Portugal e Espanha, no Caia, entre Elvas e Badajoz.

O primeiro-ministro de Portugal, António Costa, e o chefe do Governo de Espanha, Pedro Sánchez, também estarão presentes neste ato simbólico da retoma da aproximação entre os dois países ibéricos, muito importante para os territórios transfronteiriços.

Apesar de Elvas ter registado na semana passada seis casos de infeção por Covid-19, Nuno Mocinha, presidente da Câmara Municipal de Elvas, considera que “esta reabertura não é um perigo adicional. Eu diria que esta reabertura traz o mesmo perigo que a vinda de qualquer pessoa de outro concelho a Elvas. Temos de tratar esta situação com a maior normalidade possível, ter as medidas de proteção ativas e tentar fazer a nossa vida normal”.

O que está previsto é que os dois Chefes de Estado se encontrem já em território espanhol, de seguida a comitiva tem uma pequena recepção em Badajoz, antes de regressar a Portugal, para outra cerimónia breve e ser servido, em Elvas, um almoço para as entidades participantes no ato oficial.

A fronteira entre Portugal e Espanha é a mais comprida da Europa e foi encerrada a 17 de março. Hoje, dia 1 de julho,  completam-se 106 dias de encerramento, um pouco mais de 15 semanas.