Ricardo Pinheiro quer fiscalizar bagaço de azeitona

A produção de azeite gera como sub produto o bagaço de azeitona e em alguns lagares, como em Monforte ou em Fortes, no concelho de Ferreira do Alentejo, tem havido alguma polémica, com algumas forças políticas a considerar que este processo continua a causar problemas ambientais e de saúde pública.

Ricardo Pinheiro, deputado na Assembleia da República e coordenador da Comissão de Ambiente, afirma que “o bagaço é um sub produto proveniente dos lagares que temos a obrigação de tratar e monitorizar, tem que haver fiscalização, uma vez que há tecnologia suficiente que controle esta questão”. O atual deputado afirma que está de acordo com “as queixas da população junto a este tipo de instalações e temos que ter atenção com a saúde da população da nossa região e do país”.

Esta questão vai estar em audição dentro da Comissão de Ambiente e Ricardo Pinheiro afirma que  vão ser ouvidos presidentes de câmara e proprietários, onde há lagares de azeitona. O atual deputado na Assembleia da República lembra que “há vários estudos a decorrer, onde todo o tipo de cultura está a ser estudada, desde as tradicionais a intensivas. Nas duas últimas duas semanas Ricardo Pinheiro visitou o aterro da Azambuja e de Valongo e diz que “não podemos voltar  atrás com determinadas medidas de exigência e qualidade de parâmetros ambientais, onde exigimos a monitorização nos aterros nacionais, se não alterarmos a forma como tratamos os resíduos podemos entrar num caminho que pode ser irreversível nesta matéria”.

Quanto às metas de descarbonização, “Portugal tem conseguido cumprir estas metas acima dos outros países da União Europeia, tendo a agricultura um papel muito importante, e os territórios de baixa densidade têm que ser valorizados com a questão inovadora que é o pagamento de serviços de ecossistemas por regiões que não poluem em detrimento daquelas que poluem”. Ricardo Pinheiro acrescenta que “é necessário valorizar os seis milhões de hectares de floresta, em território nacional, que produzem e transformam dióxido de carbono em oxigénio, e este valor tem que entrar no comércio europeu de licenças de emissão”.