Máscaras fabricadas em Elvas têm alta proteção e respirabilidade

Uma empresa elvense, a Centauro, localizada na Raposeira, está a produzir máscaras, através de uma matéria-prima que permite níveis de proteção e respirabilidade superiores àquelas que, até então, têm sido feitas por muitas outras empresas.

Segundo o empresário Ricardo Pereira, este modelo de máscara reutilizável demorou cerca de dois meses a ser aprovado pelo CITEVE – o Centro Tecnológico das Indústrias Têxtil e do Vestuário de Portugal. Com a matéria-prima usada, que o empresário não quis desvendar qual é, pois “o segredo é a alma do negócio”, é possível assegurar a produção de máscaras necessárias no mercado.

“Enquanto toda a gente se está a virar para um tipo específico de matéria-prima e que começa a escassear a nível global, nós virámo-nos para uma matéria-prima completamente diferente. Esta matéria-prima consegue nos assegurar que conseguimos produzir aquilo que houver necessidade no mercado e temos aqui uma solução que mais ninguém tem”, explica Ricardo Pereira.

O empresário adianta que o material usado para a produção destas máscaras não é acessível através de lojas ou retrosarias, não sendo, sequer, fabricado em Portugal. A Câmara Municipal de Elvas, revela ainda Ricardo Pereira, terá já solicitado uma encomenda de dez mil.

Esta máscara, pelas suas características, adianta Ricardo Pereira, “poderá entrar num nicho de mercado onde até agora ninguém, em ponto algum, conseguiu resolver: conseguimos ter uma máscara que proteja um desportista”. “Nós conseguimos, largamente, ultrapassar essas limitações, pelo tipo de permeabilidade que nós temos”, remata.