Olival intensivo “não esgota recursos naturais”, defende Olivum

A Associação de Olivicultores do Sul – Olivum – tem vindo a desenvolver esforços no sentido de defender o setor do Olival nacional. Nesse sentido, foi criado o estudo ‘Alentejo: a liderar a Olivicultura Moderna Internacional’ que pretende demonstrar o contributo da cultura do olival para a economia do país.

Gonçalo Almeida Simões (na foto), diretor executivo da Olivum, explica que “há uma parte económica do setor que tem que ser respeitada, sem nunca esquecer a questão ambiental”. Gonçalo Almeida Simões da alguns exemplos de medidas ambientais a que os agricultores estão sujeitos: “30 por cento dos pagamentos diretos são, obrigatoriamente, para ajudas ambientais; 13 pacotes legislativos que defendem saúde vegetal, ambiente (…) e que são condição para o recebimento das ajudas. Ou seja, qualquer agricultor pode ser inspecionado a qualquer altura e se não cumprir não recebe apoios”.

A Olivum pretende ainda desmitificar a cultura intensiva do olival, que “tem apenas a ver com o número de árvores por hectare e com a produtividade, e não com a intensificação de utilização de recursos naturais”.

Segundo a Olivum, olival moderno é responsável por 82% do total da área desta cultura em Portugal, detentor de 85% do total da produção de azeite no país. O sector do azeite contribui com 144.405 milhões de euros para o saldo da balança do complexo agroalimentar nacional e é ainda responsável por empregar 32 mil pessoas a tempo inteiro.

O Alentejo é a região do País com maior produção de azeitona e, nos últimos 18 anos, conseguiu – através da modernização – aumentar a sua produtividade em mais de seis vezes, para uma média regional de dez toneladas de azeitona por hectare.