Câmara de Elvas tem programa de ajuda a agentes culturais

A Câmara Municipal de Elvas está a desenvolver uma programação que permite um desconfinamento ao nível da cultura, numa altura em que os grandes eventos, que se realizam todos os anos na cidade, tiveram de ser cancelados, devido à pandemia Covid-19.

Nuno Mocinha, presidente da câmara elvense, lembra que a cultura “faz parte do nosso quotidiano” e que muitas empresas e agentes culturais necessitam de retomar a sua atividade, da mesma maneira que os comerciantes e restantes empresários já voltaram ao ativo.

“Não vamos poder fazer os grandes eventos, como o Festival Medieval, que estava previsto para o final deste mês, mas nada nos impede de ir fazendo pequenos apontamentos culturais”, diz Mocinha. O autarca lembra que “existem empresas, entidades e pessoas individuais que dependem desse tipo de atividades”.

“E se nós nos preocupamos com o comércio, com os produtores locais e com as nossas instituições, também nos temos de preocupar com os nossos criativos, com agentes culturais locais”, reforça.

Para fazer face aos problemas que as entidades culturais locais enfrentam, a Câmara Municipal de Elvas desenvolve agora um programa, que Mocinha confessa, contudo, não ser “muito ambicioso”, tendo em conta as condicionantes atuais. “Serão pequenos apontamentos”, que servirão para que a “cultura possa dizer: presente”, acrescenta.

Esta programação cultural, que dá pelo nome “Cultura Sai à Rua”, teve já início no passado sábado, sendo que hoje, quarta-feira dia 10, pelas 10 horas, realiza-se uma arruada pela Bandalheira Street, percorrendo o centro histórico. Às 21.30 horas, haverá um concerto dos Alentejo Vadio, no Jardim Municipal.

No feriado do Corpo de Deus, na quinta-feira dia 11, o grupo Voz Amiga da Terrugem percorre, com as suas músicas populares, o centro histórico, a partir das 10 horas.