PSD de Elvas nota faltar atitude à Câmara na linha Caia-Sines

A concelhia do Partido Social Democrata (PSD) em Elvas assume que as decisões tomadas pela autarquia, no que dizem respeito à pandemia Covid-19, foram as mais acertadas, perante a situação que vivemos; no entanto, sobre o transporte de passageiros na linha ferroviária Sines-Caia e à privatização da recolha dos resíduos sólidos urbanos, a opinião é diferente.

Paula Calado, da concelhia do PSD em Elvas, considera que “a autarquia elvense agiu rapidamente, fechou espaços públicos antes do Estado de Emergência e quanto à coordenação com a Proteção Civil também não há nada a dizer”.

Já relativamente à linha ferroviária que ligará Sines ao Caia, e que não irá transportar passageiros, o PSD considera que existe uma “falta de atitude e de defesa dos interesses da cidade pelo executivo camarário, em algo que é estrutural para a cidade de Elvas”.

Paula Calado afirma que, ao jornal Público, o presidente Nuno Mocinha, diz que “estava confuso com o projeto e que não contava com a linha de passageiros quando todos contávamos”. “Consideramos que a posição não corresponde a posição de um autarca empenhado em defender os interesses do seu concelho. A nossa posição não é critica, mas sim de apelo a que se faça alguma coisa, porque enquanto a linha estiver em construção é possível ser alterada; havendo empenho é possível que vá ate à estação de Elvas e que transporte passageiros”, diz ainda.

É necessário que as pessoas cheguem à cidade e, neste momento, impera a necessidade deste transporte também “pela questão do turismo”, defende Paula Calado, que refere ainda que o partido está “pasmado com a posição da autarquia” nesta questão. “Lamento dizer isto, mas há alguém que não esta a fazer o seu trabalho, que é o trabalho que Elvas precisa e merece”, atira.

Outro assunto que gera discórdia por parte da Concelhia do PSD relativamente à Câmara de Elvas é o facto de o presidente, na assembleia do dia 2 de abril, ter levado para aprovação os valores do concurso internacional de recolha de resíduos sólidos e urbanos, algo que causou estranheza na bancada do PSD, explica Paula Calado, uma vez que “esta aprovação aconteceu em plena pandemia e votaram contra, apesar do mesmo ter sido aprovado”.

“O presidente Nuno Mocinha diz que existem 47 mil euros de poupança nesta concessão, mas depois de analisados os documentos pelo PSD, verificam que a concessão vai ficar mais cara em cerca de 113 mil euros, e quem fica a perder somos nós elvenses”, diz Paula.

Paula Calado lembra a privatização da água na cidade, contra a qual o seu partido sempre manifestou desagrado, e desta vez não será diferente: “como é possível o PS cometer o mesmo erro ao querer privatizar a recolha do lixo, porque vai ter mais custos para a população”.

A concelhia do PSD em Elvas, que apesar de assumir que a autarquia tomou decisões acertadas, no que diz respeito à pandemia de Covid-19, considera que há falta de atitude para forçar o transporte de passageiros na linha ferroviária e está contra a privatização da recolha dos resíduos sólidos urbanos na cidade.