SOHO: take-away ajuda a combater ausência de espanhóis

Passaram duas semanas desde que os restaurantes tiveram ordem para abrir as suas portas aos clientes, com regras de segurança apertadas.

Em Elvas, os estabelecimentos sentem, sobretudo, falta dos vizinhos espanhóis, que, por norma, enchiam salas de refeição ao almoço e ao jantar.

No caso do SOHO, como revela Ana Magrinho, uma das funcionárias mais antigas do restaurante, por esta altura, os clientes procuram, quase que em exclusivo, o serviço de take-away, sendo que só o iniciaram no passado dia 18. “No dia 23, reabrimos o restaurante à carta, porque o buffet está proibido”, explica.

“Clientes que antes vinham almoçar ou jantar vêm buscar take-away e comem em suas casas”. A funcionária adianta que, no estabelecimento, o cliente só entra com máscara, depois de desinfetar as mãos e de lhe ser medida a temperatura.

A funcionária garante ainda que estes têm sido dias “muito diferentes”, lembrando que cerca de 80 por cento dos clientes são espanhóis. “As fronteiras estão fechadas e o custo de vida para aqueles que aqui residem não os permite vir cá como gostariam”, diz ainda.

Apesar das dificuldades, o SOHO, segundo Ana Magrinho, mantém todos os postos de trabalho. Contudo, os funcionários perderam, por esta altura, direito a alguns extras.

A partir de hoje, os restaurantes podem voltar a utilizar a sua capacidade máxima, desde que consigam assegurar distanciamento de metro e meio entre as mesas e coloquem acrílicos entre os clientes.