UGT Portalegre preocupada com desemprego e layoff no distrito

Assim como no país, no momento difícil que a região atravessa, também devido à situação de pandemia resultante do COVID 19, a UGT Portalegre vem manifestar grande preocupação em relação aos dados do desemprego no distrito de Portalegre, mais concretamente a finais de abril, comparativamente ao início do ano, ao mês anterior, ou mesmo ao período homólogo de 2019.

De final de janeiro até ao final de abril, verificou-se um aumento dramático do desemprego registado no distrito, atingindo praticamente 20%, com particular incidência para os concelhos com mais de 500 desempregados, como são os casos das três cidades, em valores decrescentes Elvas, Portalegre e Ponte de Sor, ou mesmo Campo Maior.

Comparativamente ao mês de março, já em pleno período de situação pandémica de COVID 19, e em apenas um mês, o aumento do desemprego foi superior a 9%.

Como exemplo concreto e preocupante, no concelho de Portalegre, capital de distrito, verificou-se um aumento de 30,5% entre o final de janeiro e o final de abril, e de 19,3% apenas de final de março para o final de abril .

Quanto às entidades empregadoras em situação de layoff, informação também obtida por canais digitais e através de gabinetes governamentais centrais, em virtude da dificuldade de obtenção de dados oficiais imediatos junto de instituições de âmbito distrital, à data de 27 de maio, cifram-se em 742 no distrito de Portalegre, o que representa 0,7% do total nacional (ainda assim, a mais baixa).

A UGT Portalegre apela assim à atenção e intervenção dos representantes políticos locais, regionais e mesmo junto da Assembleia da República (uma vez que o distrito já não tem representante governamental), assim como dos agentes económicos, para a situação dramática ao nível laboral que o distrito de Portalegre atravessa.

A UGT Portalegre manter-se-á atenta ao quadro actual do distrito, assim como a informações lançadas por outras entidades, como é o caso da CIMAA.