Esquadra da PSP de Elvas enfrenta sérios problemas

Há muito que a esquadra da PSP de Elvas se debate com vários problemas, ao nível de instalações. As obras têm sido prometidas, pelo Ministério da Administração Interna, mas, até à data, e como revela António Remudas, dirigente da Associação Sindical dos Profissionais da Polícia e agente da PSP de Elvas, entre outros problemas, continua a chover dentro da esquadra.

“Neste momento, a esquadra de Elvas debate-se com vários problemas, a nível de canalizações, sem água quente para o pessoal tomar banho, a nível de infraestruturas, que a clarabóia mete água e chove dentro da esquadra, a nível de portas, a nível de pinturas”, revela Remudas.

Foi há dois anos que as obras foram anunciadas, sendo que, revela Remudas, a promessa voltou já a ser feita este ano. “Foi-nos prometido que a esquadra ia sofrer uma grande remodelação, mas o problema foi-se arrastando até aos dias de hoje”, explica, questionando-se como é que o Ministério da Administração Interna nada faz, perante a situação.

O facto da cela de detenção da divisão policial não ter as condições necessárias, implica que os indivíduos detidos na cidade sejam transportados para os postos territoriais da GNR de Elvas ou Campo Maior. “Essa é uma grande das grandes carências da divisão policial de Elvas, porque a nossa cela foi chumbada, porque não tem condições para albergar as pessoas detidas e temos de nos desenrascar com as nossas congéneres de Elvas e Campo Maior”, explica.

Novas viaturas, contudo, têm chegado a Elvas. Remudas garante, ainda assim, que foi preciso fazer chegar imagens das viaturas antigas à comunicação social para que o Ministério da Administração Interna procedesse a esta gradual renovação da frota. “Se não fosse isso, ainda hoje tínhamos de andar com as viaturas velhas (…) e já se andava a arrastar o problema há mais de quatro anos”, adianta.

Outro dos problemas, que Remudas revela estender-se ao Comando de Portalegre, diz respeito ao défice de efetivos.  “Reformam-se cinco ou dez, durante o ano, e só vem um ou dois”, comenta o dirigente sindical.

“Apesar de termos carências, a nível de material, continuamos a fazer o nosso trabalho, da melhor maneira que podemos e sabemos”, remata.