“Para Y Come” enfrenta nova realidade na reabertura ao público

O Governo autorizou a abertura de restaurantes, cafés e esplanadas, no início desta semana, mas com algumas limitações e com todas as medidas de proteção e higiene emitidas pela Direção-Geral da Saúde.

No restaurante “Para Y Come”, em Elvas, José Reis, o proprietário, teve de reduzir para metade a capacidade das mesas, com estas separadas a dois metros de distância. As que não podem ser utilizadas pelos clientes têm em cima um papel a dizer “fora de serviço”.

Nas mesas, lembra José Reis, podem sentar-se apenas quatro pessoas. Mesas e cadeiras são desinfetadas, sempre que os clientes saem. Agora, são utilizadas apenas toalhas de papel, sendo que os talheres e guardanapos chegam aos clientes dentro de envelopes de papel. Existe agora também uma carta única, com os pratos confecionados, colocada num painel, pendurado no teto.

Para entrar no restaurante, os clientes têm de usar máscara, retirando-a apenas quando forem comer. No espaço, encontram-se ainda vários recipientes de álcool gel, para que funcionários e clientes possam desinfetar as mãos. Os funcionários são também obrigados a usar máscara.

Apesar desta reabertura, José revela que os clientes ainda não aparecem com grande regularidade, sendo que, e a título de exemplo, adianta que na terça-feira passada, apenas serviram três almoços e um jantar. Em melhor situação, e por se tratar de um restaurante maior, direcionado para trabalhadores, e sobretudo camionistas, no “Industrial” acabam por conseguir faturar mais.

Quanto à situação dos funcionários, José adianta que apenas quatro dos 18 voltaram ao trabalho. Quatro encontram-se em lay-off e aqueles que estavam em fim de contrato acabaram mesmo por ficar em situação de desemprego. Neste caso, José garante que, assim que possível, fará de tudo para os voltar a contratar.

Durante todo este tempo em que esteve de portas fechadas, o serviço de take-away acabou por revelar uma “boa opção”. Por altura da Páscoa, revela o proprietário, fez “muitas entregas”, recordando que, mesmo aos camionistas, chegou a ir entregar refeições ao Caia.

Até à data, e no que diz respeito aos apoios do Estado, José revela que recebeu um total de 600 euros, para fazer face às despesas com os trabalhadores em lay-off.