Ginásios: um dos setores mais afetados pela pandemia

O setor dos ginásios é, de acordo com alguns especialistas em gestão do desporto, um dos mais afetados pela pandemia Covid-19, sendo que esta paragem obrigatória poderá estar a gerar uma perda mensal de receita superior a 21 milhões de euros.

Perante as dificuldades financeiras que os ginásios enfrentam, a associação representativa destes espaços apresentou já várias medidas ao Governo, com o objetivo de retomar da atividade nos clubes de fitness, já em maio, assentes em três eixos: gestão do espaço, distanciamento de segurança e medidas de higiene.

Contudo, há quem prefira garantir a segurança de todos aqueles que usufruem dos serviços e dos treinos dos ginásios, mantendo as portas fechadas, mesmo depois do estado de emergência ser levantado. É o caso de Paula Pires, proprietária do Centro de Bem-estar e Manutenção “Catorze”, em Elvas, e professora de Educação Física.

Apesar da possibilidade de um gradual regresso ao ativo, Paula garante que não irá abrir as portas do seu ginásio no decorrer deste mês, considerando que a situação “continua a ser grave” e que há ainda “muitas possibilidades de contágio”.

Paula explica ainda que os prejuízos, por este encerramento obrigatório do seu ginásio são muitos, adiantando que decidiu fechar portas assim que a Câmara Municipal decidiu, também, encerrar os seus serviços ao público. “Há impostos e rendas a pagar, e entretanto, as continuam a ter de ser pagas, porque não há outra hipótese”, explica.

O uso recomendado de máscaras e luvas, em espaços fechados, lembra Paula, nunca poderá ser aplicado ao caso dos ginásios, até porque uma “pessoa com máscara não consegue respirar”, enquanto executa qualquer atividade desportiva.