Covid tem impacto financeiro inevitável em empresas de catering

Com o adiamento de todas as cerimónias religiosas, as empresas de catering e restantes deste setor têm também sofrido as duras consequências da pandemia de Covid-19.

Com a remarcação de datas para casamentos e batizados, o impacto financeiro para as empresas vai ser inevitável.

Vítor Canhão, da Quinta dos Pavões, em Campo Maior, e da Selrest, em Estremoz, revela que as festas previstas para os meses de maio e junho tiveram de ser, na sua grande maioria, reagendadas para o próximo ano.

“Tínhamos muito trabalho, muitas comunhões de espanhóis, em maio, que passaram para setembro e outubro”, revela Vítor, que adianta que os casamentos ainda marcados para este ano, caso assim seja possível, só acontecem a partir de setembro. “Alguns casais estão a pensar fazer o casamento na passagem de ano”, explica ainda.

Apesar da situação que o país atravessa, Vítor Canhão prepara-se para fazer a abertura de um espaço de Turismo Rural, com dez quartos, piscina e restaurante. “Queríamos abrir no dia 16 de maio, mas vai ser impossível”, acrescenta.

“Estamos convencidos que isto vai melhorar. Temos de ter alguma esperança”, remata.