Badoca adia “morte anunciada” com onda de solidariedade

O Badoca Safari Park, em Vila Nova de Santo André, no concelho de Santiago do Cacém, está a enfrentar tempos difíceis e pode mesmo não sobreviver a esta crise.

Com o encerramento do parque, os prejuízos são “enormes”, revela o sócio-gerente, Francisco Simões de Almeida, uma vez que, por esta altura, costuma receber entre 15 a 20 mil crianças das escolas. Devido à sazonalidade do parque, o mesmo nem sequer chegou a abrir este ano.

“Fechámos em novembro e ia abrir no dia 16 de março, mas não abri e a situação é dramática, porque nós vivemos da bilheteira”, explica Simões de Almeida. Mesmo que possa abrir portas no mês de junho, Simões de Almeida não tem dúvidas que as pessoas vão aparecer “muito timidamente”, o que considera normal, sendo que, revela ainda, até à data, não há indicações de quando o parque vai poder voltar a receber visitantes.

Perante a situação, a direção do Badoca viu-se forçada a pedir ajuda, no sentido de receber doações, não só para alimentar os animais, como para fazer face às despesas.  Desta forma, foi lançado, nas redes sociais, a campanha “O Badoca Precisa de Si”.

Desde então, o Badoca tem recebido muitas ajudas, sobretudo ao nível de alimentação para os animais. Simões de Almeida agradece a onda de solidariedade que se gerou, em torno do parque, embora receie estar apenas a adiar uma “morte anunciada” do mesmo.

Para além de se tentar, com esta campanha, garantir a alimentação e o bem-estar dos animais, o parque procura garantir o pagamento das remunerações dos seus trabalhadores: muitos deles, em lay-off.