Joaquim Bucho: “não é adeus ao museu, só ao serviço militar”

O coronel Joaquim Bucho cessou ontem, segunda-feira, dia 4, funções como diretor do Museu Militar de Elvas, depois de quase cinco anos a assumir os comandos do mesmo.

Em entrevista na Rádio ELVAS, o coronel Bucho diz que “não é um adeus ao museu, apenas ao serviço militar” e explica que esta saída prende-se com o facto de já ter 37 anos de serviço e “agora é chegada a hora de poder passar à situação de reserva, permitindo também que outros progridam”.

Foi a 28 de setembro de 2015 que Joaquim Bucho iniciou funções como diretor do Museu Militar de Elvas, o que assume, que “não foi fácil”, uma vez que esta não era a sua área, mas aceitou porque esta era também uma forma de poder voltar a casa. O coronel afirma que “tudo o que está à volta do museu era de tal forma complexo” que, para se adaptar ao cargo, tirou várias formações que o permitiram dominar as suas funções.

Quando questionado acerca do momento mais marcante nestes cinco anos, Joaquim Bucho realça a continuidade que deu ao projeto que o Exército tem sobre o estudo das Guerras do Ultramar, que ele próprio continuou, na Rádio ELVAS, com o programa “As Tardes do Museu”, assumindo que “este foi um dos pontos altos como diretor e como pessoa, onde aprendi muito com as histórias daqueles que estiveram na guerra do ultramar, recolhendo as suas vivências”.

O cargo de diretor do Museu Militar de Elvas, na sua opinião, será entregue a um militar que já desempenhava funções no museu, o major Carlos Carretas, que “é a pessoa certa para o lugar certo”, diz Joaquim Bucho.