Pastelaria Paula aposta em serviço de take away

Cafés, pastelarias e restaurantes vão poder abrir portas, ainda que apenas com 50 por cento da sua lotação, a partir do dia 18. Até lá, estes estabelecimentos podem apenas funcionar, como tem sido, nos últimos tempos, em regime de take away ou entregas ao domicílio.

A Pastelaria Paula, na Rua de Alcamim, em Elvas, única fonte de rendimento para a proprietária, há duas semanas que serve os clientes em regime de take away.

“Não se sabe bem ainda como vai ser, o tamanho dos espaços, as pessoas, e daí vai depender a minha decisão de manter o take away, ou não”, revela Paula Mota, adiantando que, na possibilidade de abrir o seu estabelecimento ao público, dentro de duas semanas, terá de “anular mesas”.

“Se eu faturava cinco mil euros – isto é um exemplo – com a porta aberta normalmente, se estiver restringida a cinco pessoas, é lógico que a faturação vai cair para menos de metade, as despesas vão subir e não vejo viabilidade para abrir portas”, adianta Paula.

Pensando em alternativas, Paula pondera manter o serviço de take away, com “produtos mais abrangentes”. “A nível de esplanada, já tenho outras saídas, porque vem aí o tempo quente”, adianta.

Paula explica que a sua funcionária teve de entrar em lay-off e lamenta a falta de apoios às micro-empresas. “A micro-empresa não está a ser minimamente apoiada, em nada, a não ser pelo Turismo de Portugal. A nível de banca, os apoios são completamente ilusórios”, remata.