Fernando Gonçalves do Fundão cria ventilador

Fernando Gonçalves, natural do Fundão, no distrito de Castelo Branco, criou um ventilador, que demorou um mês a ser construído.

A Rádio ELVAS contactou o Fernando que explicou que trabalha no ramo da publicidade e já fez outros projetos a nível de construções, e que a ideia surge de “um desafio lançado pelos amigos, devido à escassez de ventiladores no mercado”.

Inicialmente não ligou muito e pensou “porque é que iria inventar algo que já tinha sido inventado”, mas depois inspirou-se numa da máquina que tinha no seu trabalho que “tinha os mesmos parâmetros que um ventilador” e pensou que poderia fazer “algo que funcionasse”.

Este ventilador demorou um mês a ser construído e contou com a colaboração de profissionais de saúde do Centro Hospitalar Universitário da Cova da Beira, na Covilhã, “que se prontificaram a fornecer o tubo e a máscara”, depois de analisar a máquina idêntica a um ventilador, Fernando precisava de alguém que validasse se o que estava a fazer estava correto, começou então a consultar empresas para a compra de materiais, como filtro bacteriológico, na parte metálica enviou desenhos a uma empresa metalomecânica que lhe envia tudo pronto para montagem os materiais já construídos para montagem  e na parte elétrica, tem a ajuda de um amigo que auxilia neste campo.

Quanto às peças da parte pneumática vieram de Espanha e parte elétrica foi encomendada a uma empresa em Lisboa.

Fernando explica que seria capaz de fazer “100 ventiladores num mês se não existir escassez de peças”, porque nesta altura, segundo o próprio, e “com as restrições que existem pode ser mais complicado, no entanto também a falta de certificação do ventilador, que ainda não está certificado, e é algo obrigatório.”

Um dos profissionais de saúde ficou de reunir elementos necessários para avançar com este projeto, uma vez que não é fácil certificar o ventilador, e espera que perante a situação que vivemos que possam acelerar o processo.

“Acho um absurdo que tenhamos que adquirir ventiladores a outros países, nomeadamente à China, é como ir para a guerra e comprar balas ao inimigo, não faz sentido esta dependência, porque nós somos capazes produzir tão bem ou melhor que eles.”

Fernando explica ainda que “agora falta testar o equipamento em ambiente veterinário ou mesmo hospitalar para perceber se é eficaz, mas esta situação já não é consigo, só os médicos é que sabem”, afirma.

Este ventilador que não irá custar mais de 1500 euros e está pronto a ser utilizado, apenas carece de certificação e de mais testes.