Joaquim Capoulas, APORMOR: “sempre insistimos que o setor não pode parar”

A Direção Geral de Saúde, emitiu várias medidas de contingência a todos os setores, no âmbito da pandemia da Covid-19, e os setores agrícolas e de pecuária não foram exceção.

Joaquim Capoulas, presidente da direção da APORMOR (Associação de Produtores do Mundo Rural da Região de Montemor-o-Novo) disse que “o início desta pandemia teve um grande impacto negativo, devido ao encerramento dos restaurantes, e consequente dificuldade em escoar produtos”. Embora  tivesse a consciência de que não podiam parar porque os animais tinham que ser diariamente alimentados, e outro problema era o pagamento dos salários aos funcionários e fornecedores”. O presidente da direção afirma que na APORMOR sempre insistiram “que este setor não podia parar”.

Outros dos problemas foi a grande oscilação nos preços, devido à grande afluência dos supermercados, uma vez que o preço dos animais, ora subiu ora desceu, se bem que neste momento estão a  entrar na normalidade. A venda de leitões também registou uma quebra, devido ao encerramento dos restaurantes que garantiam a sua venda, na Bairrada. Quanto ao setor dos caprinos e bovinos também regista uma quebra.

No entanto, a APORMOR continua a realizar os leilões de gado à terça-feira de manhã, mas “com todas as medidas de segurança, só entram compradores, guardam a distância recomendada, ninguém assiste ao leilão, e não entram pessoas estranhas”, explica o presidente da Associação