Utentes de Sousel querem médico para mais que baixas e receitas

A Comissão de Utentes dos Serviços Públicos de Sousel (CUSPS) vem apontar preocupações relativamente aos serviços de saúde prestados nas nossas freguesias e no concelho, numa carta dirigida, no passado dia 10, a seis entidades nacionais e regionais. Esta comissão afirma que “recentemente” foi confrontada “por diversos utentes”, que afirmam que “as suas consultas tinham sido desmarcadas e que o médico de família apenas tratava de questões relacionadas com baixas e receituário”.

A CUSPS considera “inaceitável a adoção, de forma unilateral, deste tipo de medidas, sem se vislumbrar, no imediato, razões para as mesmas e que, na prática, desprotegem, ainda mais, uma população débil em inúmeros aspetos nomeadamente, demográficos, económicos e de mobilidade”.

Este grupo souselense defende que “a pandemia causada pela Covid-19 não fez desaparecer todas as outras patologias, algumas crónicas, que afetam um grande número de pessoas, maioritariamente idosas” e que, por isso, “estas precisam de vigilância médica e de enfermagem constante, que vai muito para além do receituário”.

Esta Comissão de Utentes dos Serviços Públicos de Sousel afirma que “compete ainda aos serviços de saúde o acompanhamento do potencial de contágio e confinamento, não sendo admissível que as pessoas fiquem entregues à sua sorte até que haja um caso”.

Em conclusão, a CUSPS reitera “a necessidade da normalização das consultas e outros cuidados de saúde no centro de saúde de Sousel e em todas as extensões de saúde” nas quatro freguesias do concelho: Sousel, Santo Amaro, Cano e Casa Branca”.

A carta da comissão de utentes foi dirigida ao Presidente da República, presidente da Assembleia da República, primeiro-ministro, ministra da Saúde, presidente do Conselho Diretivo da Administração Regional de Saúde (ARS) do Alentejo e presidente do Conselho de Administração da Unidade Local de Saúde do Norte Alentejano (ULSNA).