Doentes de Parkinson são acompanhados na pandemia

Em Portugal, são identificados, anualmente, 1800 novos casos e há registo de perto de 20 mil portadores da doença de Parkinson. A Associação lançou uma linha telefónica de apoio para ajudar doentes e cuidadores durante a pandemia de Covid-19.

Depois do Alzheimer, o Parkinson é a doença neurodegenerativa mais comum. Em todo o mundo cerca de sete a dez milhões de pessoas vivem com a doença. Em Portugal são identificados anualmente 1800 novos casos e há registo de perto de 20 mil portadores de Parkinson.
Hoje assinala-se o Dia Mundial da Doença de Parkinson e é, por isso, um bom dia para lembrar quais os sinais de alerta para esta doença que afecta o sistema nervoso central (cérebro e espinal medula): tremores, rigidez do tronco e dos membros e lentidão dos movimentos.

Em 70% dos casos, a doença manifesta-se inicialmente com um tremor ligeiro numa mão, braço ou perna, que ocorre quando o membro está em repouso. Com o progredir da doença, o tremor espalha-se e pode afectar as extremidades de ambos os lados do corpo.
É uma doença altamente incapacitante que compromete o sentar e o levantar e que obriga a uma marcha com pequenos e arrastados passos. A depressão e ansiedade são também sintomas associados à doença de Parkinson, assim como as perturbações da memória.

A prevalência da doença aumenta com a idade e é mais comum nos homens do que nas mulheres. Embora seja rara antes dos 50 anos, em 5% dos casos surge antes dos 40.

É uma doença que ainda não tem cura e é importante não abandonar a terapia. Foi nesse sentido que a Associação Portuguesa de Doentes com Parkinson (APDPk) lançou uma linha telefónica de apoio para ajudar doentes e cuidadores a esclarecer dúvidas durante a pandemia de Covid-19. O número é 924 034 463 e, numa primeira fase, está disponível entre as 17 e as 18 horas, nos dias úteis. Além disso, a APDPk tem, no seu site, um manual com exercícios de fisioterapia, dicas sobre postura, alimentação, hidratação e estilo de vida. A ideia é que os doentes continuem a fazer em casa as actividades que desenvolviam nas sessões de terapia organizadas na associação.