Procura de bens essenciais dispara e fábricas próximas do limite

Há milhares de trabalhadores a operar diariamente para manter o abastecimento de arroz, conservas, massas ou especiarias aos supermercados.

O aumento de consumo de bens essenciais, devido ao isolamento social dos últimos tempos, leva a que haja mais solicitações às fábricas que, por estes dias, reforçam a sua produção ao limite das capacidades.

A Mundiarroz, de Coruche, está a laborar em três turnos, para aumentar a capacidade expedidora; na Cerealis, que produz bolachas, cereais de pequeno almoço, massas e farinhas, a procura em algumas categorias “supera o dobro do normal” e os funcionários administrativos até dão uma mão nas linhas fabris sempre que necessário; e a Poveira alargou o período normal de laboração em mais duas horas, começando às cinco da manhã, em vez das 7 horas, para assegurar que nada falta no mercado.

Manter as estruturas operacionais é a prioridade, garantindo sempre a segurança e a saúde dos funcionários. A implementação de turnos estanques, em que ninguém se cruza com ninguém fora do seu grupo de trabalho, foi a estratégia implementada pelas várias empresas, tentando assegurar que, se houver um funcionário infetado com o novo coronavírus, tal não obrigue ao encerramento completo das unidades.

As medidas de controlo foram reforçadas – há quem meça a temperatura a todos os funcionários diariamente -, bem como o uso de equipamentos de proteção. E vão trabalhando intensivamente para abastecer os supermercados e as despensas dos portugueses.