Bloco de Esquerda contra 69 despedidos em Montemor

A Comissão Coordenadora Distrital de Évora do Bloco de Esquerda repudia “o despedimento em curso de várias dezenas de trabalhadores precários da Randstad e exige do Governo a adopção das medidas que ponham travão a esta actuação que vai pôr em causa a vida de tantas famílias”.

O Bloco de Esquerda argumenta que “ao invés de optar por um lay-off simplificado, como muitas empresas residentes no Alentejo, a Randstad começou a despedir”, ao iniciar “o envio de e-mails aos seus trabalhadores que laboravam em, pelo menos, uma empresa de Montemor-o-Novo, que, neste caso, é a maior empregadora do concelho”.

No entanto, afirma o Bloco de Esquerda, “ficam em aberto situações como saber se os trabalhadores agora despedidos voltam a trabalhar nesta fábrica, visto que muitos já são especializados ou como ficam as situações de trabalhadores que estavam em baixa médica. Foram, de uma só vez, 69 postos de trabalho. Pais, mães e filhos”.

A Distrital de Évora do Bloco de Esquerda, opina que “à nova legislação do lay-off falta o elemento essencial que outros países não hesitaram em incluir: a proibição de despedimento. E é precisamente isso que se exige do Governo: que proíba o despedimento”.